Escravos – A vida e o Cotidiano de 28 Brasileiros Esquecidos pela História

A partir da biografia de escravos, este livro percorre os três séculos da escravidão e suas diversas fases. Muitas histórias confirmam a brutalidade que, como sabemos, marcava aquele sistema. Outras espantam:

Em 1780, Joanna Baptista, uma mulher livre de Belém, no Pará, decidiu se vender como escrava. Na escritura de compra e venda de si própria, ela afirma que fechou o negócio por 80 mil-réis: metade em dinheiro e metade em joias e acessórios de ouro.

João de Oliveira foi um ex-escravo que fundou no século 18 dois grandes portos de venda de negros na África Ocidental. Chegou a bancar guerras contra reis africanos para garantir embarques ao Brasil. Ao saber que sua antiga dona passava por dificuldades em Salvador, mandou dois escravos de presente para ela.

Em 1770, a escrava Esperança Garcia mandou uma carta ao governador do Piauí denunciando a violência de seu senhor. “Há grandes trovoadas de pancadas em um filho meu”, disse. “Em mim não posso explicar porque sou um colchão de pancadas.”

Por volta de 1750, o cônego Januário Barbosa percebeu que um de seus escravos, o garoto Manuel da Cunha e Silva, tinha vocação para a arte. Liberou o garoto do trabalho e o mandou para uma escola de artes em Lisboa. Vinte anos depois, Manuel, ainda escravo, era um pintor relevante do Rio de Janeiro.

“O livro vem justamente para abalar a versão da escravidão que se tornou quase obrigatória nas escolas e no discurso público hoje em dia.”

Joel Pinheiro da Fonseca

Sobre o Autor

Nascido em Curitiba, Leandro Narloch despontou em 2009 com o lançamento do “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil”. O sucesso do livro rendeu toda uma série de guias politicamente incorretos – sobre a América Latina, a Economia Brasileira, a História do Mundo e seu mais novo livro, o “Guia Politicamente Incorreto sobre o Meio Ambiente”. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e mestre em Filosofia pelo Birkbeck College, Universidade de Londres, Narloch foi editor das revistas Superinteressante e Aventuras na História, repórter de Veja e colunista da Folha de S. Paulo, Gazeta do Povo e da revista Crusoé. Sua missão profissional é divulgar as ciências – sobretudo a História, Economia, Biologia Humana e a Ciência Política – para o público geral. Também tem um dom especial para irritar professores de História.

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